segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Dia Mundial da Luta Contra o Cancro


Porque hoje o dia me fez relembrar muitos momentos da minha vida, voltei ao blogue para contar o que me vai na alma.
Há seis anos atrás, andava eu em buscas constantes por respostas que não me conseguiam ainda dar, porque tudo estava muito indefinido e ninguém queria assumir o que ainda não tinha resposta.
Eram muitas as buscas diárias por respostas que não obtinha, e a Internet era a fuga para o desespero que sentia e não queria fazer transparecer. Os blogues das amigas, eram lidos vezes sem conta, buscava informação sobre como e o que deveria fazer, comer, direitos e deveres, toda uma panóplia de coisas para que tudo fosse mais fácil. Os amigos eram o escape, e tive o apoio incondicional de todos os que me rodeavam. Não vou aqui enumera-los, porque podia esquecer-me de alguém e todos foram muito importantes, cada um à sua maneira. À família, não queria falar.
Esses tempos não foram fáceis, mas foram muito importantes para que começasse a ver a vida de uma outra forma, mais sensibilidade para com as pessoas, a não dar importância ao que nada importa e a viver as pequenas coisas de uma forma muito mais intensa. Durante estes seis anos, foram muitas as acções de sensibilização em que participei, projectos que me deram muito prazer por poder passar a mensagem de esperança e de força perante a vida, foram alguns os programas de televisão em que tive o privilégio de participar com a minha força de viver, muitas as amigas que fui conhecendo e pude ajudar, sempre com uma palavra de esperança, carinho e muita força.
No entanto, hoje foi o culminar, quando participei numa mesa redonda subordinada ao tema “Cancro, Problemas e Estratégias”, em conjunto com profissionais de saúde, para um esclarecimento de jovens que se preparam para seguir uma profissão na área da Saúde.
Foram quase duas horas de perguntas e respostas, esclarecimento de muitas dúvidas e sentir que os jovens estão sensibilizados para o problema do “Cancro”, de como prevenir, como tratar e como se deve fazer o acompanhamento de um doente em fase terminal.

2 comentários:

Ana disse...

Muitos parabéns por este lindo percurso. Não é fácil crescer e florescer durante todo este processo. E, tu dás-te todas as vezes que alguém precisa! Obrigada por registares e partilhares connosco estes momentos. Desejo-te muitas felicidades e que continues com o teu blog porque há sempre alguém à procura de uma palavra que lhe acalme a alma.

Anónimo disse...

Que bonito Cinda. O cancro apareceu, deixou inegavelmente marcas mas com ele e, por causa dele, contribuis para o bem estar de muitos! Parabéns e um grande beijinho
TM