domingo, janeiro 19, 2014

Se a vida não te sorri, ri para a vida....

Nem sempre a vida nos sorri, é verdade. 
Quantas e quantas vezes, ela acorda tristonha e assim permanece? 
Quantas e quantas vezes, nos aborrecemos por ver que a vida não anda, nem desanda, e não muda aquela cara triste que insiste em manter? 
Quantas e quantas vezes não dizemos “ Raios partam a minha vida”, e damos um pontapé zangado no primeiro objecto que nos aparece? 
E quando paralelamente à vida que acorda tristonha, também nós acordamos com um humor daqueles, em que refilamos com tudo e todos, não sorrimos para ninguém, pomo-nos carrancudos e com cara de que toda a gente nos deve e ninguém nos paga. 

Fechamos as portas do nosso mundo, e enclausuramo-nos envoltos numa infelicidade muitas vezes inexplicável e sem qualquer fundamento para existir. Já não é só a vida que está cinzenta, também nós estamos cinzentos. E cinzento com cinzento dá um cinzento mais escuro. Não pode ser! Porque se paralelamente à vida que acorda tristonha, se nós acordarmos felizes e sorridentes, cheios de força e energia para lutar contra este mundo e o outro, e se enfrentarmos os problemas com optimismo, a vida vai ficar cheia de inveja por nós estarmos coloridos, e muda logo de cara. Ponho o maior sorriso que tenho, visto de verde, amarelo, ajul e vermelho. Saio para a rua e soprrio para a vida.

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Tanorexia

Hoje em mais uma das minhas pesquisas pela internet, encontrei um artigo a falar dos viciados pelo sol
Mais concretamente pela cor morena acentuada do seu corpo.
Santa ignorância a minha!!! Nunca me passou pela cabeça que o sol também fosse causador de uma doença adita. Deixo aqui o artigo que encontrei para que possam ler.

Tanorexia

Se gosta de estar sempre morena, torra ao sol no verão e, no inverno, enfia-se no solário, pode ser que sofra de tanorexia.

A tanorexia, segundo explicam os especialistas, é mais comum em pessoas com baixa auto-estima, que dão muita importância à sua imagem e que sofrem de ansiedade. São vários os sintomas que podem indicar a sua presença e que devem merecer particular atenção.

Os principais sinais desta doença são:
- Perda de controlo ou exposições descontroladas ao sol e aos solários.
- Ansiedade quando se olha ao espelho e vê uma cor de pele indesejada.
- Síndrome de abstinência, se não puder apanhar sol num dia, associada a sentimentos de irritação, desilusão, deceção e ira...
- Comparação com os amigos para ver quem é que está mais bronzeado. As pessoas com tanorexia sentem uma grande frustração se os outros estiverem mais bronzeados que elas.

Sabia que, em países com menos sol, os índices de depressão são maiores? Isso ocorre porque a luz solar, artificial ou não, estimula a produção de endorfinas, hormonas que conferem um efeito relaxante e de prazer.

terça-feira, janeiro 07, 2014

Cantar os Reis, na minha cidade



Ontem foi dia de Reis, último de uma época festiva que na minha cidade se vive intensamente.
Mais uma vez, fui ver cantar os Reis. Este ano, o local foi diferente e o sabor não foi tão intenso como habitualmente. Pelo Salão Nobre, dos Paços do Concelho, passaram todas as trupes, num total de 16 (dezasseis), compostas por homens e mulheres de várias idades, estratos sociais, formação e tudo o mais que queiramos para fazer distinção, mas que são apenas Reiseiros, com uma grande boa vontade e carolice, se aventuram a andar pelas ruas, nestas noites frias e chuvosas de inverno.
De há uns anos a esta parte, o meu pouso para os ouvir cantar, tem sido o velhinho Café Ideal, onde o carinho e a carolice dos espetadores, dão um sabor muito especial a quem por ali passa, sempre com um sorriso nos lábios e uma vontade grande de partilhar as suas músicas, com uma tradição secular. Este ano, troquei o café pelo Salão Nobre, mais impessoal mas não menos agradável, porque as companhias que se agruparam foram muito boas.
Gostei de todos no geral, mas mais de alguns em particular. Por muito que queiramos, temos sempre os nossos favoritos, por isto ou por aquilo, ou até porque os amigos mais chegados neles participam. Foram quase cinco horas de cantares que me aliciaram os ouvidos e me confortaram a alma. Parabéns a todos por não deixarem morrer esta tradição única na cidade de Ovar e por a terem levado a outras cidades deste País.
Ovar, cidade museu do azulejo, também será reconhecida um dia quem sabe, com a sua secular tradição Reiseira!