terça-feira, setembro 30, 2014

O meu "Porto ."

Hoje o dia foi mais um de muitos que não aconteciam nos últimos tempos!
Uma viagem até ao Porto pela velhinha estrada 109 com a companhia do mano.
Falámos de tudo e de nada, perdemos-nos por caminhos que sempre nos encontramos.
Cheguei cedo à cidade e palmilhei as velhas ruas da cidade por onde em tempos havia vida e tudo tinha outro sentido. A Praça da Batalha com os seus hotéis, teatros e cinemas, hoje velhos e quase abandonados!
Gostei de ver o teatro Nacional de S. João, com a sua belíssima fachada. As obras de restauração do hotel da Batalha, com a sua imponente fachada. Logo ao lado o grande Teatro da Batalha que está em ruínas e as suas escadarias exteriores servem de dormitório para tantos sem abrigo que por aquelas bandas vagueiam.
O comércio que em tempos auris era a vida daquela praça, está quase ao abandono, com as suas lojas na maioria encerradas e as que sobrevivem quase só com artigos chineses.
Ainda houve tempo para um passeio pela rua de Santa Catarina e um olhar atento para os belos edifícios que por ali ainda vão sendo conservados!

Uma tarde pelo meu” Porto .” que é sempre uma delícia visitar.

quarta-feira, setembro 03, 2014

Quando nos roubam os filhos.....................

A vida tem muitas etapas e todas diferentes. Melhores ou menos boas, vamos aprendendo cada dia que passa. Porém, há alturas em que, por mais fortes que queiramos ser, não é fácil de ultrapassar. Sabemos que os filhos não são nossos, apesar de saírem de dentro de nós!
Mimamo-los, damos tudo o que nos é possível e impossível, abdicamos por vezes de coisas às quais tanto ambicionávamos, porque para nós nada é mais importante que os filhos.
Os anos vão passando e com eles os “nossos” filhos. Tornam-se homens e mulheres de bem, adquirem os conhecimentos e a educação que lhe passámos. As etapas vão passando e avançando cada vez mais e com mais velocidade, até ao dia em estão prontos para voarem sozinhos e saberem o que querem da vida.
Hoje, ao fim de duas dezenas de anos sendo “mãe e pai” da minha princesa, não está a ser nada fácil, despedir-me dela para uma nova vida!
Foram muitos anos de carinhos, companhia e cumplicidades, que as circunstâncias da vida vão separar! Uma menina com um coração doce, meiga, amiga de ajudar e com um sorriso lindo sincero.
Mais uma, em tantos milhares, que o nosso País obriga a emigrar para que possa exercer a sua profissão com dignidade e reconhecimento. Uma vida de estudo e empenho, para ir servir em terras de Sua Majestade. Mais uma enfermeira que os Ingleses tanto querem!
Temos filhos que se esforçam, trabalham para conseguirem cumprir os seus deveres e terminar os seus cursos nos devidos prazos, com conhecimentos e aproveitamentos que os outros Países cobiçam.
Hoje, sinto uma grande revolta por ser Portuguesa e viver num País de vigaristas e ladrões que até os filhos nos roubam. Vamos ser um País de velhos e incultos, porque os jovens cheios de vontade de viver, conhecimentos e ideias de mudança, são obrigados a partir.
Hoje, eu pergunto, aos ladrões e vigaristas que se dizem democratas e governantes, porque razão os seus familiares e amigos não precisam de abandonar o País e conseguem empregos pagos a peso de ouro, na maioria dos casos sem experiência e até sem as devidas formações académicas e competências para os desempenharem.
Portugal é um País do “quarto” Mundo sem perspectivas de futuro e vendido aos alemães.

Desculpem o desabafo, mas esta é a realidade triste em que vivemos!