

Depois de um fim de semana um bocado atribulado, achei que não tinha que estar a massacrar ninguem com a minha historia ,e vai daí, vou apresentar a minha amiga JOU-JOU.
A minha amiga chegou a esta casa, em Junho de 2004, depois de a minha filhota a ter visto no horto para venda. Não achei grande piada ao pedido, pois já sabia que tinha de ser eu a tratar do bichinho, como assim vem acontecendo.
Os dias foram passando, e a Ana Sofia sempre a insistir na cadela, até que resolvi saber quem eram os pais, e em que condiçõs estavam. Qual o meu espanto, quando era de uma colega de trabalho e que estava tudo bem. Mas o mais interessante no meio de tudo isto, é que ela disse à senhora da loja que não vendesse a cadela , porque a mãe ía lá buscá-la e para dizer às pessoas que era a mais pequenina ,porque estava doente.
Os dias foram-se passando, e a cadela foi ficando na loja,não sei porquê......e lá tive que a ir buscar, muito pequenina, cheia de medo mas muito meiguinha. Ainda hoje é medrosa e não sabemos porquê.
Faz quatro anos no dia 8 de Março e só pesa 3,850kg, é quase um brinquedo.
É uma cadela muito limpinha, nunca estragou nada em casa , é a minha companhia e o meu consolo, nos dias que estou mais triste. Antes de me ser detectado o cancro na mama, a JOU-JOU estava sempre deitada em cima do meu colo, e com a cabeça apoiada na minha mama direita, e a cheirar, cheguei até a pensar que ela precentia alguma coisa de errado ali. Mais tarde andei a investigar, e segundo li, cães da raça dela estão a ser estudados, porque se pensa que são capazes de detectar situações deste género.
Este texto é uma pequena homenagem à minha companheira de todos os dias.
Só um pequeno à parte: tratem bem todos os animais porque eles têm sentimentos, que não conseguem expressar e são os nossos melhores amigos.