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terça-feira, setembro 18, 2018

Eu vou-te vencer, porque sou muito mais forte do que tu.

Em Abril, quando do ultimo poste, prometi que voltaria a escrever mais frequentemente, dando noticias minhas e das novidades que fossem acontecendo. Muito para fazer e a disposição não era assim tanta, para noticias que na realidade nada mais eram que simples fotos e fantasias.
Pois bem. Os exames do "magarefe" deram todos negativos, isso é que importa, mas as sequelas andam a dar que fazer! O esqueleto está a ficar fraquito, resolveu começar a virar pó, não há cola que o valha, daí muito cuidado e nada de avarias. As entranhas, um bocadito mais estragadas, mas nada que não se esperasse dos "xutos" levados. Mais uns drunfos e a coisa fica resolvida para amenizar esta ou aquela dor e quando o tempo arrefecer, volto ao hotel para mais uma estadia e ficar com umas pernocas ainda mais esbeltas, já que os meus "papagaios" são intocáveis porque estão a bicar a medula. A mama vai ter que voltar à recauchutagem, para fazer o acabamento final, agora que o organismo não rejeitou a segunda prótese.  Já lá vão doze anos e cumpri o que prometi. Para quem agora está nesta luta, há que acreditar e ter força. Nunca desistir, nunca baixar os braços e acreditar sempre, questionar, e procurar sempre. Sempre, mas sempre, eu consigo eu sou capaz.




domingo, fevereiro 18, 2018

Juntos somos mais fortes

Todos juntos somos mais fortes. Esta petição é de todos nós. Ela faz sentido porque todos somos iguais, todos somos diferentes. A sociedade é feita pela inter ajuda de todos para com todos. Todos queremos continuar a desempenhar um papel activo na sociedade, mas acontece que após os tratamentos não ficamos iguais ao que éramos anteriormente. Isso faz com que tenhamos de abandonar os nossos empregos e ficar em situações precárias, ou continuamos a trabalhar em condições não dignas a nível da nossa condição física, em consequência dos tratamentos e até de amputações que nos foram feitas.  É urgente uma atualização na lei laboral no que concerne ao doente, sobrevivente oncológico e seu cuidador.
“Lúcia Monteiro, diretora do Departamento de Oncologia Psicossocial do IPO de Lisboa, lamenta o facto de "muitas empresas em Portugal não facilitarem o regresso destes doentes". A lei do trabalho "não protege o doente oncológico, que, quando fica impossibilitado de fazer esforços, por exemplo, não é reintegrado em diferentes funções".

quarta-feira, setembro 13, 2017

O nosso amigo acordou . . .

Maria, nome fictício, está com a segunda recidiva. 
Ontem recebi uma mensagem que dizia: "o nosso amigo acordou, vou amanhã dia 13 fazer quimioterapia". 
Conhecia nos corredores do hospital, no intervalo de uma qualquer consulta que ambas tivemos, pelas mesmas razões. Pois fomos companheiras de lutas por alguns anos. Quando ela chegou, eu já lá andava e para mim foi fácil dar uma ajuda e uma força. Quando abandonei o piso quatro, Maria ainda por lá ficou e acabámos por voltar a encontrar nos no grupo de apoio, uns tempos depois. 
Durante a terapia, houve a primeira recidiva que Maria acabou por superar com o apoio de todas nós e da terapeuta. Hoje está mais vulnerável e dizia me que se sente sem forças, está mais só, tem mais idade, pois o grupo faz lhe muita falta. 
Não é só à Maria que faz falta! São muitas as mulheres que neste momento estão a viver situações como a dela e outras que viveram situações de cancro de mama que se sentem desamparadas, porque não têm com quem falar da sua condição. 
Por mais que a família ou os amigos possam ou queiram ajudar, nunca conseguimos ter uma conversa aberta e falar a mesma linguagem e sentirmos que nos entendem.
 No CHEDV os grupos de terapia terminaram em 2015 mas actualmente estão de volta. Era tão bom que voltassem a chamar todas estas mulheres para os grupos terapêuticos, porque o único momento que tinham durante o mês para falarem de si com quem as entendiam, falarem dos seus males, das suas alegrias, das suas dores e de tudo mais que tivesse relacionado com o que as levava àquele espaço. Não estou a falar por falar! Sei do que falo, porque continuam a comunicar comigo e sempre que as encontro, no final das nossas conversas dizem me : "faz me tanta falta o grupo com a Dra  _ _ _ _ _".
Vamos lá pensar nisso, quem de direito, se me estiver a ler!

   

Enquanto houver estrada para andar, não vou parar...

 «Em Abril de 2006, foi-me detetado um cancro na mama, quando soube fiquei em choque, mas no mesmo momento pensei que mais importante era a ...