Quando cheguei a Lisboa, não fui capaz de resistir. Logo à saída de Santa Apolónia, apanhei um táxi e fui direitinha ao Hospital Polido Valente. Por sinal um taxista muito simpático e muito sensível.
Ao entrar nos espaços do Hospital, tive a sensação que estava num filme dos anos 20 ou 30.
Vários pavilhões, já antigos, mas que transmitiam a confiança de que ali tudo se pode tratar e a vida vai continuar. É um espaço muito grande, com várias acessos, sendo o pavilhão de Pneumologia, o último, bem lá no alto.
Subi ao terceiro piso e sem dizer nada, apresentei-me no quarto da Nicha, provocando por uns instantes na sua memória, de quem me tinha visto uma única vez, quem era a esgrouviada que estava a entrar sem pedir licença.
Foi muito bom poder dar um abraço apertadinho, à menina com os olhos cor de água.
Encontrei uma Mulher muito determinada, cheia de força para lutar e vencer, quem a quer derrotar.
Saí de lá com a convicção de que tudo vai correr bem. Força Nicha. Nós somos muito mais fortes do que ele.
Quanto ao marido da Laurinha, as coisas estão a correr bem, a cirurgia foi satisfatória. Hoje já voltei a falar com ela e as coisas estão a correr bem. Para os dois um beijo do tamanho do mundo.
Como já vos tinha dito, ontem era dia de junta médica. Tudo bem, volto daqui a seis meses para nova conferência da situação e porque ainda estou em processo de reconstrução.
O resto da tarde aproveitei para descer a Av da Liberdade a pé, passear pela rua Augusta, tirar muitas fotos e ir ver os barcos a atravessarem o Tejo, até à estação fluvial. Tudo isto sempre a caminhar, para voltar a casa no comboio das 17,30h e chegar já noite, feita num fanico.