quinta-feira, julho 07, 2016

Mais uma história

Hoje eu sinto que sou capaz de tudo. Hoje por incrível que pareça eu não tenho mais nada comparado com o que vejo a minha amiga sofrer. Eu sou uma mulher que teve a felicidade de conseguir vencer apesar das sequelas e estou aqui.
É duro quando não se assume os possíveis erros e se quer sair sempre vitorioso, mesmo que isso implique a qualidade de vida de um ser humano.
Mas vais conseguir. Venha daí muito sol para uma prainha que tanto gozo te dá!!!!

quinta-feira, outubro 15, 2015

Com o cancro não se brinca!


Estamos no mês de outubro, mês em que o cancro da mama é lembrado e em que tantas são as manifestações e os eventos para lembrar a prevenção e tudo o mais que possa ser feito para que o flagelo que tanto preocupa a humanidade possa ter uma solução!
Hoje no Porto, tivemos a "Onda Rosa". Muito sinceramente, nada do que vi teve qualquer parecença com uma onda de qualquer jeito ou feitio! Mais me pareceu uma marcha de putos desvairados, super satisfeitos porque lhes foi dada a manhã para poderem desfrutar do sol e mandarem uns belos gritos, encavalitarem-se uns nos outros e fazerem monte, para encherem aquele espaço com lenços e balões e bandeirinhas de cor rosa, porque de outra forma não estaria ninguém para assistir ao que se propuseram. Muito honestamente, nem parecia uma organização da LPCC.
Apelo a quem de direito. VAMOS LÁ LEVAR ESTAS COISAS MAIS A SÉRIO.

Eu vou acreditar que não vai voltar a acontecer............

domingo, junho 28, 2015

De volta ao meu aconchego....

Nunca digas nunca!
Pois é! No início do ano, tinha tomado a decisão de não voltar a escrever neste blogue porque achava  que já nada haveria para dizer sobre estas lutas e conversas de mamas, porque é pelo nome que devemos tratar as coisas. Afinal não estava assim tão certa! Nunca vou deixar de pensar nem de falar em tudo isto e estar sempre a viver cada dia e cada momento.
Por mim pelas amigas pelas conhecidas e até pela família sem ter que ser propriamente da mama!
A última semana foi deveras a mais violenta que tive nos últimos anos! Foi de uma revolta muito grande que nem sequer me deixou verter uma lágrima, o que para mim foi muito, muito mau ao ponto de numa simples conversa com o meu médico de família, ter dado origem a um ECG  e de seguida uma panóplia de exames e análises que terei de fazer nos próximos dias. Mas espero, estar tudo bem, porque "nós os duros" aguentamos!
Vou entrar novamente na minha dura luta das juntas médicas, sim porque eu não sou de torcer, e se tenho direitos são para ser usufruídos porque são tantos os que usufruem sem sequer os terem e ainda se pavoneiam e ainda se lamentam sem medirem muitas vezes as consequências!!! 
Estou confiante porque tudo está legal e em conformidade com o que legislação requer.
Deixando tudo isto, quero-vos dizer que vou voltar a escrever neste cantinho porque é aqui que realmente me sinto bem e até porque tenho um boneco de lego personalizado que a minha filhota me fez para que me possa representar e é tudo aquilo que eu sou. 
Vontade de Viver vai continuar vivo, cada vez mais e com muitas histórias para contar.

domingo, março 01, 2015

Até ao próximo!!!

Março o mês em que tudo começa a florir e parece que a vida brota e renasce.
Março foi o mês escolhido para que Vontade de Viver chegasse ao seu final.
Março vai ser o mês em que tudo vai recomeçar e muito vai haver para contar e quem sabe até ensinar!
Obrigada a todos que me visitaram ao longo desta minha caminhada de luta, esperança, perseverança, vontade e acima de tudo, muitas e muitas amizades que vão ficar para a vida.
Vontade de Viver vai ficar aberto para quem vier e o quiser ler ou reler.

Um bem haja a todos e acreditem sempre que a vida é linda e somos nós que a temos de construir e nunca ficar á espera que a construam por nós. 

terça-feira, setembro 30, 2014

O meu "Porto ."

Hoje o dia foi mais um de muitos que não aconteciam nos últimos tempos!
Uma viagem até ao Porto pela velhinha estrada 109 com a companhia do mano.
Falámos de tudo e de nada, perdemos-nos por caminhos que sempre nos encontramos.
Cheguei cedo à cidade e palmilhei as velhas ruas da cidade por onde em tempos havia vida e tudo tinha outro sentido. A Praça da Batalha com os seus hotéis, teatros e cinemas, hoje velhos e quase abandonados!
Gostei de ver o teatro Nacional de S. João, com a sua belíssima fachada. As obras de restauração do hotel da Batalha, com a sua imponente fachada. Logo ao lado o grande Teatro da Batalha que está em ruínas e as suas escadarias exteriores servem de dormitório para tantos sem abrigo que por aquelas bandas vagueiam.
O comércio que em tempos auris era a vida daquela praça, está quase ao abandono, com as suas lojas na maioria encerradas e as que sobrevivem quase só com artigos chineses.
Ainda houve tempo para um passeio pela rua de Santa Catarina e um olhar atento para os belos edifícios que por ali ainda vão sendo conservados!

Uma tarde pelo meu” Porto .” que é sempre uma delícia visitar.

quarta-feira, setembro 03, 2014

Quando nos roubam os filhos.....................

A vida tem muitas etapas e todas diferentes. Melhores ou menos boas, vamos aprendendo cada dia que passa. Porém, há alturas em que, por mais fortes que queiramos ser, não é fácil de ultrapassar. Sabemos que os filhos não são nossos, apesar de saírem de dentro de nós!
Mimamo-los, damos tudo o que nos é possível e impossível, abdicamos por vezes de coisas às quais tanto ambicionávamos, porque para nós nada é mais importante que os filhos.
Os anos vão passando e com eles os “nossos” filhos. Tornam-se homens e mulheres de bem, adquirem os conhecimentos e a educação que lhe passámos. As etapas vão passando e avançando cada vez mais e com mais velocidade, até ao dia em estão prontos para voarem sozinhos e saberem o que querem da vida.
Hoje, ao fim de duas dezenas de anos sendo “mãe e pai” da minha princesa, não está a ser nada fácil, despedir-me dela para uma nova vida!
Foram muitos anos de carinhos, companhia e cumplicidades, que as circunstâncias da vida vão separar! Uma menina com um coração doce, meiga, amiga de ajudar e com um sorriso lindo sincero.
Mais uma, em tantos milhares, que o nosso País obriga a emigrar para que possa exercer a sua profissão com dignidade e reconhecimento. Uma vida de estudo e empenho, para ir servir em terras de Sua Majestade. Mais uma enfermeira que os Ingleses tanto querem!
Temos filhos que se esforçam, trabalham para conseguirem cumprir os seus deveres e terminar os seus cursos nos devidos prazos, com conhecimentos e aproveitamentos que os outros Países cobiçam.
Hoje, sinto uma grande revolta por ser Portuguesa e viver num País de vigaristas e ladrões que até os filhos nos roubam. Vamos ser um País de velhos e incultos, porque os jovens cheios de vontade de viver, conhecimentos e ideias de mudança, são obrigados a partir.
Hoje, eu pergunto, aos ladrões e vigaristas que se dizem democratas e governantes, porque razão os seus familiares e amigos não precisam de abandonar o País e conseguem empregos pagos a peso de ouro, na maioria dos casos sem experiência e até sem as devidas formações académicas e competências para os desempenharem.
Portugal é um País do “quarto” Mundo sem perspectivas de futuro e vendido aos alemães.

Desculpem o desabafo, mas esta é a realidade triste em que vivemos!

sexta-feira, abril 11, 2014

O céu ganhou uma estrela

Bom dia Rquelinha.
Ontem partiste para o teu lugar secreto. Partiste para o mundo que sempre defendeste e te entregaste, com muita paixão, alegria e carinho. Não foi justa a tua partida, porque ainda tinhas muito para dar e deixas-te ainda muito por fazer. Não quiseste nunca dar trabalho a ninguém, escondeste sempre as tuas dores e estiveste sempre presente nos momentos mais difíceis, de quem precisava de ti. A prioridade foi sempre os filhos e os netos. Foste uma mãe sem igual. Uma “escrava” da família, o pilar para segurar, quando tudo parecia desmoronar.  A tua voz e o sorriso inconfundível, deixam saudade a quem te ouvia onde te deste.  O coro da igreja, o Orfeão de Ovar, que sempre tão bem representaste.  O teu ar elegante e meigo que nunca passou despercebido, até os mais novos, a geração dos putos te admirava. “ D. Raquel tu “, que te chamava com uma voz meiga do alta da varanda, para ver o Kiko e mostrar as bonecas.  Porque me ouviste quando precisava de falar e porque tanta era a cumplicidade que partilhávamos.
Lutaste até ao último minuto para que a tua partida não fosse neste dia, tenho a certeza, mas o teu coração não deixou.
Tanto tenho para escrever, mas as lágrimas não deixam ver as letras. Sinto-me revoltada com a tua partida, não é justo que o maldito “CANCRO” te tenha levado.
Vou recordar sempre este teu sorriso e este olhar meigo e sofrido, as tuas rimas e os conselhos que sempre ouvi. Obrigada” D. Raquel” e não é uma despedida, mas um até já.

Enquanto houver estrada para andar, não vou parar...

 «Em Abril de 2006, foi-me detetado um cancro na mama, quando soube fiquei em choque, mas no mesmo momento pensei que mais importante era a ...