terça-feira, maio 07, 2013

Ser Guerreira é...................


A vida é feita de venturas e desventuras, como tão bem diz a minha amiga TM. Quando pensamos que tudo está resolvido e que uma vida nova se aproxima, há sempre um se não que sem que os desejemos, nos deita por terra, nem que seja por momentos.
Estas últimas semanas têm sido vividas com muita intensidade por muitas de nós, por esta ou aquela razão, nem sempre a mais agradável, ou que queríamos ouvir. Para nós que já passámos por momentos menos bons, em que duvidámos de tudo e de todas, mas que a nossa força e o acreditar, nos fez caminhar em frente, não é fácil baixar os braços e deitar tudo a perder, quando a tempestade nos volta a bater à porta.
Somos mulheres de guerra, de armas em punho e vamos sempre continuar a destruir tudo o que nos queira deitar ao chão.
Guerreiro, ganha batalha a batalha e vai sempre à luta, enquanto a guerra não tiver fim.
Para as Isabéis, as Anas, as Teresas e todas as que voltaram à luta ou que nela continuam, uma força redobrada e sempre, sempre, acreditar é preciso e ser positivo é muito importante.
Foi no mês de Maio de 2006, que o mundo pareceu desabar e nada teria solução. Sete anos depois, estou a escrever estas palavras de solidariedade e de muita energia para que continue a acompanhar as vitórias de mulheres que tive o privilégio de conhecer e usufruir da sua amizade.
Força, muita força, porque a vida é linda e nós somos muito mais poderosas, do que o que nos quer destruir.

terça-feira, abril 30, 2013

Para terminar o mês de Abril em grande!!!!!!!


Hoje o dia começou bem pela manhã, ainda quase o sol não tinha nascido. A preocupação da filhota acordar, faz com que o sono matinal seja leve e sobressaltado. Mas também muito de diferente aconteceu. Comecei com a ida ao Centro de Saúde, marcar a consulta para a “R” e deparei-me com uma manifestação à porta do hospital, contra o seu encerramento. Mais uma visita ao S. Sebastião, para levar o “J” a tomar soro e a fazer uma consulta extraordinária, porque a quimioterapia o está a deixar muito fraco e a dar origem a quedas que se podem tornar graves. Pois lá fez a análises e como de esperar, a anemia voltou porque o apetite não é nenhum e teve de ficar cerca de três horas a levar soro, para o alimentar e hidratar.
 Entretanto, encontrei o “M”, a quem numa das últimas consultas, dei a indicação do que havia de fazer para ter os seus direitos e poder ficar com uma vida mais folgada, porque a doença não lhe permite trabalhar. Já foi tratar de tudo e até já vai ter o resto da casa paga, porque o seguro assim o permite. Acreditem que fiquei deveras satisfeita.
Enquanto falava com uma amiga, a “I” para saber do estado de saúde do seu pai, as notícias não foram nada animadoras. Cancro cólon rectal. Que se pode dizer, a quem por tanto já passou!!!! Vamos acelerar todo o processo o mais rápido possível e levantar bem a cabeça, para poder transmitir força e o ajudar.
Como ainda não era suficiente para acabar a tarde, passa por mim a “R” que teve cancro de mama quase ao mesmo tempo que eu, para fazer o tratamento de quimioterapia, desta feita ao cancro do colem rectal. Fui até à sala de tratamento para conversar um bocadinho enquanto esperava pelo “J” e deixei os meus contactos para que possa conversar e levantar o astral, quando estiver menos bem. Com tudo isto, chegaram as quatro horas e eu almocei uma banana e quatro bolachas que me souberam pela vida e foram o suficiente para me matarem a fome.
Fui à farmácia buscar os suplementos do “J” e lá fomos às compras para os próximos dias, para que a “A” não tenha que o fazer a pé e carregar com os sacos. Já na reta final da tarde, ao tirar a saca do banco de trás do carro, a bota ficou presa no passeio e mandei um grande trambolhão. Meu rico rabiosque que ficou todo pisado e a mão um bocadito esfolado, para não estragar a minha mamoca.
Por hoje acho que já chega, para acabar o dia e o mês de Abril em grande!!!! Amanhã é o dia do trabalhador, mas estou seriamente a pensar ficar na malandrice, depois desta azáfama de hoje.
Para todas/os um dia de feriado descansado e sempre com muita força, porque é muito bom estar vivo.
ps: a Ana Paula, já está com todo o processo no hospital e vai a consulta de grupo na próxima quinta-feira, para se decidir qual o protocolo a aplicar. Quando souber, dou notícias.

terça-feira, abril 16, 2013

Ser solidário é......................

A vida é feita de momentos bons e menos bons.


Quando pensamos que tudo está bem, o mundo parece que desaba sobre a nossa cabeça e não sabemos como reagir ou até quase decidir. A Ana Paula, descobriu um nódulo na mama e foi como que a vida tivesse acabado ali, naquele momento. Como o seu subsistema de saúde permite de imediato foi consultada e todos os exames foram feitos. Na realidade tem cancro da mama, ainda sem se saber os resultados da biopsia, mas com os restantes exames já feitos e relatados.

Perdida e desorientada, como qualquer mulher a quem lhe é diagnosticado um cancro, aceitou o conselho de uma amiga e veio falar comigo. Hoje passámos a manhã juntas, entre marcação de consultas e suposições do que por aí pode vir, consegui que a Dra. Teresa Santos, a minha senologista, a consultasse esta tarde no hospital da Harrábida e lhe desse uma luz no final do túnel. Fizemos a consulta, conversámos, passeámos pelo Centro Comercial e ainda aproveitou para fazer umas compras e um bom lanche para descontrair. Tudo está no bom caminho e no dia 26 de Abril, vai ao hospital São Sebastião, para começar todo o processo de tratamento e o mais que for necessário.

No regresso a casa, a Ana Paula trazia uma alma nova e cheia de vontade de vencer e começar de novo. Também eu me senti muito feliz, por ver a sua alegria e por trazer o resultado da minha biopsia. Tudo limpinho, apenas um nódulo um bocadinho grande que terá de ser extraído se começar a chatear muito.

O dia ainda tinha sol, quando a minha sobrinha Ana Rita me telefona: Tia, dei o teu nº de telefone e o teu endereço do facebook a uma colega minha que está com cancro da mama.
A Maria já é minha amiga no facebook e tenho a certeza que vai ficar com mais força.

Para todas as mulheres, muita força que tudo tem sempre uma resolução, quando há amor no coração.
 

quarta-feira, março 27, 2013

Roubou-me uma mama, mas não me tirou a alegria de viver


Decorria o ano de 2006 e nada fazia prever o que estava para acontecer. Tudo estava bem, apresentava os meus trabalhos, em público, pela primeira vez e os planos para fazer um novo curso estavam delineados. Passaram-se dez anos, de uma fase muito complicada da vida e os planos eram muitos. Mas, não aconteceu como programado porque me roubaram uma mama.

Um cancro maldito apareceu de mansinho e revirou-me a vida. Como todas as mulheres, aos 45 anos fui fazer uma mamografia de rastreio, pela Liga Portuguesa Contra o Cancro. Ainda ponderei em aceder à chamada, visto oito meses antes, ter feito todos os mesmos exames e nada ter sido diagnosticado, pois tudo estava bem. Acabei por sair do trabalho à hora que me tinham marcado e, por um descargo de consciência, lá fui fazer o exame. Entretanto nada me foi comunicado. Quatro semanas passadas e quando da consulta de genecologia, com o meu médico habitual, também nada se encontrou de anormal. No dia seguinte, recebia uma chamada para repetir os exames no edifício da Liga no Porto.

Era uma sexta-feira do mês de Maio e comigo levei os meus pais. Foi um desabar de emoções e pela primeira vez chorei, porque as dúvidas eram muitas. No mesmo dia tudo foi feito para diagnosticar o que de pior viria a acontecer. Duas semanas mais tarde, recebo a informação pelo telefone. “Tem cancro da mama”, foi como me tivesse caído o céu em cima e nesse mesmo dia contei à minha filha, que apenas tinha treze anos. Foi a minha maior força. Na sua inocência de adolescente, deu logo a solução: “ Mãe, tiras a mama fora, compras uma nova e ficas como uma menina de dezoito anos”. A partir daquele momento nunca mais pensei no pior e a força de viver foi cada vez maior e as minhas energias sempre concentradas para o positivismo.

Tudo foi programado, com a ajuda dos amigos, profissionais de saúde. No dia quatro de Julho, o maldito roubou-me a mama direita e todos os vinte e oito gânglios linfáticos do braço, porque alguns já estavam contaminados. A partir daquele dia a minha vida mudou radicalmente e as adaptações tiveram que ser muitas para que a vida continuasse a ser vivida com alegria. Seguiram-se os tratamentos de quimioterapia, o cabelo caiu e deu lugar a belíssimos lenços, gorros, chapéus e tudo o que pudesse embelezar o meu visual.

Como a minha filhota disse, três anos depois lá voltei a ter uma mama nova e ainda mais bonita. Estes sete anos ensinaram-me muito para que pudesse ver a vida de uma forma mais positiva, ajudar quem mais precisa e quer, passar a mensagem de que há vida depois do cancro e que a vida é muito, muito bonita para não desistir e aproveitar cada momento.

Para todas as mulheres que passaram por tudo isto e que ainda estão neste momento a lutar contra este bicho, dedico este texto para que nunca desistam e tenham sempre força para derrotar o maldito e vivam cada momento, adaptando o dia-a-dia às novas circunstâncias sem perder a alegria de viver.

segunda-feira, março 25, 2013

Obrigada Nana

Nestes últimos tempos, todos temos andado menos bem, em virtude das circunstâncias da vida.
Uns porque a saúde não os ajuda, outros porque a situação financeira está menos bem e não se vê forma de melhorar, outros até, porque não têm como ocupar a cabeça e as atitudes são menos boas.
No entanto, há sempre quem esteja atento a tudo isto e vai fazendo de cada dia uma lição de vida.
Não é por acaso que quando se passa por situações como a que por algumas nós passámos, tudo tem um significado maior, quando aos olhos de alguns, são tão indiferentes.
Esta semana aconteceu uma situação que muito há a louvar. Tenho que admitir que as redes sociais e os grupos que nelas se formam, têm um poder muito grande.
Nana, obrigada pela tua sensibilidade, que por muitos não é reconhecida e um bem haja por estares atenta.



sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Mais um fim de semana com o boby




Nova visita ao hospital e ainda não foi desta que o boby me abandonou.
Ontem já quase não drenava nada de especial, mas durante a noite os limbos começaram a sair, assim como alguns cuágulos que por lá andavam. Desta feita, trouxe um mais pequeno que se pode guardar no bolso e um de reserva, para o caso de ser necessário mudar, até à próxima consulta no dia 27. Aí para se tirar definitivamente o tubo milagroso, que até ajuda a drenar o meu braço.
Também aproveitei para marcar consulta de dermatologia e endocrinologia, para tratar de uns sinais que andam aqui a chatear e saber o que fazer aos meu nódulos de estimação da tiróide.
Amanhã mais um lanche com algumas amigas do Peito e do Coração, para pôr a conversa em dia e partilhar as nossas experiências.
Um belíssimo fim de semana para todos e aproveitem para descansar e, para quem poder, umas caminhadas para relaxar o espírito.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013





Faz hoje oito dias que fui fazer uma nova cirurgia à minha mama e ainda não me safei do querido boby.
Tudo está a correr bem, pelo menos assim parece, mas há que ter ainda muitos cuidados. As dores e a dureza da prótese, deveu-se a uma capsulagem que pode ter sido provocada por um corpo estranho no organismo ou a simples rejeição da matéria de que é feita a prótese.
Amanhã volto ao hospital para fazer o penso e tirar alguns pontos. Tudo a correr bem e quando já não tiver nenhum apêndice, volto para contar.

Porque hoje já é quinta feira, um ótimo fim de semana e façam o favor de sorrir.

Enquanto houver estrada para andar, não vou parar...

 «Em Abril de 2006, foi-me detetado um cancro na mama, quando soube fiquei em choque, mas no mesmo momento pensei que mais importante era a ...